
Por Anderson Braga
A pedido do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), a Justiça determinou a quebra de sigilo telefônico e a realização de exames toxicológicos no policial civil suspeito de executar dois colegas de corporação dentro de uma viatura, na madrugada desta quarta-feira (20), no município de Delmiro Gouveia. Os exames também serão realizados nas vítimas.
As medidas foram solicitadas pela 1ª Promotoria de Justiça de Delmiro Gouveia, conduzida pelo promotor de Justiça Dênis Guimarães. Segundo ele, o Poder Judiciário também autorizou o levantamento e análise de imagens de câmeras de vigilância da região, além da oitiva de testemunhas que possam ter presenciado os fatos ou convivido com os envolvidos horas antes da ocorrência.
Ainda conforme o promotor, diligências também deverão ser realizadas no município de Piranhas, onde, de acordo com depoimentos prestados à Polícia Civil, os três policiais teriam ingerido bebida alcoólica antes de retornarem para Delmiro Gouveia, local onde ocorreu a tragédia.
Durante audiência de custódia, a prisão em flagrante do suspeito foi convertida em prisão preventiva. A decisão mantém o policial detido enquanto as investigações seguem em andamento.
“A investigação segue a cargo da Polícia Civil e, tão logo o inquérito policial seja concluído e enviado ao MPAL, serão tomadas as medidas que o caso requer”, afirmou o promotor Dênis Guimarães.
O caso segue sendo apurado pelas autoridades competentes para esclarecer a motivação e as circunstâncias do crime.



