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Operação “Face Oculta”: Professor do IFAL é preso suspeito de abusar de adolescente por três anos

Investigação da Polícia Civil revela esquema de estupro de vulnerável e armazenamento de pornografia infantil; um segundo homem foi detido por crime contra criança de 2 anos

Por Anderson Braga

A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) deflagrou, nesta terça-feira (22), a Operação “Face Oculta”, resultando na prisão de um professor do Instituto Federal de Alagoas (IFAL). O docente é investigado pelo crime de estupro de vulnerável contra um adolescente de 14 anos, além da produção e compartilhamento de material de abuso sexual infantil.

Segundo a delegada Talita Aquino, responsável pelo caso, os abusos teriam começado quando a vítima tinha apenas 11 anos e se estenderam por cerca de três anos. O suspeito, que era professor de música do jovem, utilizava-se da relação de confiança estabelecida pela função para cometer os crimes.

O nome da operação, “Face Oculta”, faz referência direta ao perfil dos investigados: indivíduos que, perante a sociedade, gozavam de prestígio ou ocupações que os colocavam, teoricamente, acima de qualquer suspeita.

Detalhes da Operação

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados judiciais, sendo dois de prisão e três de busca e apreensão. Além do professor, um segundo homem foi preso durante a ofensiva policial. Este último é investigado por estupro de vulnerável contra uma criança de apenas 2 anos e pelo armazenamento de conteúdo ilícito.

A PC/AL informou ainda que a investigação apura indícios da prática de zoofilia, crime tipificado como maus-tratos a animais, por parte dos envolvidos.

Provas e Próximos Passos

O inquérito foi alimentado por denúncias anônimas e informações cruciais fornecidas por familiares das vítimas. Durante as buscas, os agentes apreenderam um vasto material probatório, incluindo vídeos, imagens e registros de conversas em dispositivos eletrônicos.

Todo o material recolhido será submetido à perícia técnica. A Polícia Civil acredita que a análise desses dados poderá levar à identificação de novas vítimas e de outros possíveis envolvidos na rede de crimes sexuais.

Até o fechamento desta reportagem, o IFAL não havia se pronunciado oficialmente sobre a prisão do servidor e as medidas administrativas que deverão ser adotadas.

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