
Por Anderson Braga
O Instituto de Medicina Legal (IML) Estácio de Lima, em Maceió, confirmou nesta terça-feira (6) que a causa das mortes de uma mulher e de seu filho, ocorridas em uma pousada no município de Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas, foi eletroplessão — caracterizada pela exposição acidental a uma descarga elétrica. O laudo pericial afasta a hipótese inicial de afogamento e muda o rumo das investigações conduzidas pelas autoridades.
As vítimas, Luciana Klein Helfstein, de 39 anos, e o filho Arthur Klein Helfstein Alves, de 11, eram naturais de São Paulo. De acordo com o IML, os exames cadavéricos identificaram sinais claros da passagem de corrente elétrica pelos corpos. Após a conclusão dos procedimentos legais, os corpos foram liberados para sepultamento.
O resultado do laudo corrobora a tese preliminar apresentada pelo perito criminal José Veras, responsável pelos primeiros levantamentos técnicos no local do incidente, ocorrido no último domingo (4). Na ocasião, mãe e filho foram encontrados desacordados dentro da piscina da pousada e socorridos para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, onde as mortes foram confirmadas.
Dando sequência à apuração técnica, o perito José Veras deve retornar à pousada na manhã desta quarta-feira (7), acompanhado de Diozênio Monteiro, perito especialista em engenharia elétrica. A equipe realizará exames complementares na estrutura do local, com foco no sistema elétrico da área da piscina.
Além disso, a Polícia Científica irá analisar imagens do sistema de videomonitoramento da pousada. Todo o conjunto de provas técnicas produzidas pelo IML e pelo Instituto de Criminalística será reunido em laudos oficiais e encaminhado à Polícia Civil, responsável pelo inquérito que apura as circunstâncias do caso e eventuais responsabilidades pelo ocorrido.



