Petrobras prevê investir US$ 2,5 bilhões em 15 poços na Margem Equatorial até 2030
Plano de Negócios 2026-2030 prevê que os poços representem 37,5% do investimento total em exploração da companhia.

Por G1
A Petrobras informou que o Plano de Negócios 2026-2030 prevê investimentos de US$ 2,5 bilhões na perfuração de 15 poços na Margem Equatorial, região considerada promissora para a expansão da produção de petróleo e gás no país.
Segundo a estatal, o valor corresponde a 37,5% do total destinado à exploração no período. Três poços aguardam licenciamento ambiental para início das atividades.
Pedido de licença para exploração de novos poços
A Petrobras protocolou, junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o pedido de licença ambiental para a perfuração de três novos poços na costa do Amapá. A informação foi confirmada pela diretora Clarice Copetti durante visita ao município de Oiapoque, na segunda-feira (17).
O que falta para emitir a licença?
O processo de licenciamento ambiental da Petrobras para perfuração de novos poços na Margem Equatorial ainda não foi concluído porque o Ibama está analisando informações complementares protocoladas pela empresa em 14 de agosto de 2026. Esses dados são considerados essenciais para a conclusão das avaliações técnicas e incluem ajustes em planos de proteção da fauna marinha, medidas de resposta a emergências e estudos integrados sobre os impactos cumulativos da exploração.
A licença só poderá ser emitida após o Ibama validar se os novos documentos apresentados pela Petrobras atendem às exigências ambientais e de segurança. Até lá, os poços previstos seguem sem autorização para início das atividades.
Meio ambiente
O avanço da exploração enfrenta entraves ambientais e regulatórios. O Ibama atua com cautela diante da complexidade da região, exigindo estudos mais detalhados antes de liberar licenças.
Entidades como o Greenpeace e a WWF-Brasil alertam para os riscos sobre o Grande Sistema de Recifes da Amazônia, ecossistema raro formado por corais e esponjas, além da extensa faixa de manguezais contínuos no litoral do Amapá.




