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Justiça torna policial militar réu por feminicídio de enfermeira em Penedo

José Maxuel Lemos Simões é acusado de matar Ana Beatriz Cavalcante, de 29 anos, com um tiro na cabeça dentro da própria residência; crime teria sido motivado pela não aceitação do fim do relacionamento

Por Anderson Braga

A Justiça de Alagoas aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou réu o policial militar José Maxuel Lemos Simões pelo assassinato da enfermeira Ana Beatriz Cavalcante, de 29 anos. O crime, enquadrado como feminicídio, ocorreu no município de Penedo, no interior do estado, dentro da casa da vítima.

De acordo com as investigações, Ana Beatriz foi morta com um disparo de arma de fogo na cabeça. Ela e o acusado mantiveram um relacionamento por cerca de dez anos, e a principal linha de apuração aponta que a motivação do crime teria sido a não aceitação do término do namoro por parte do policial.

Testemunhas relataram que, após o homicídio, o suspeito foi visto em um bar. Amigos chegaram a tentar contê-lo, mas ele conseguiu fugir. Durante a fuga, o policial se envolveu em um grave acidente de trânsito na zona rural de Penedo, nas proximidades do povoado Peixoto. O veículo que ele conduzia ficou completamente destruído. Segundo a polícia, o suspeito teria sido resgatado por um carro não identificado que passou pelo local. Diante da suspeita de que ele estivesse ferido, equipes realizaram buscas em unidades de saúde ao longo da madrugada.

No interior da residência da enfermeira, policiais encontraram quartos revirados e apreenderam diversas armas de fogo. Imagens de câmeras de segurança também foram analisadas e integram o conjunto de provas reunidas para a elucidação do caso.

Com o recebimento da denúncia, o militar tem agora o prazo de dez dias para apresentar defesa por escrito. Um oficial de Justiça deverá verificar se ele possui advogado constituído, e a folha de antecedentes criminais do réu foi solicitada. Caso não tenha condições de contratar defesa particular, a Defensoria Pública assumirá o caso.

O Ministério Público e a polícia já se manifestaram pela manutenção da prisão preventiva. O processo entra agora na fase de instrução, com a coleta de depoimentos e produção de novas provas que subsidiarão o julgamento.

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