Por Anderson Braga
Uma mulher foi vítima de uma tentativa de feminicídio na manhã do dia 10 de fevereiro de 2026, no Sítio Gila, zona rural do município de Craíbas. O crime ocorreu por volta das 11h30 e mobilizou a guarnição motorizada de Rádio Patrulha RP-07, do 3º Batalhão de Polícia Militar.
De acordo com informações da polícia, a equipe prestava apoio à Polícia Penal quando foi acionada por populares que relataram uma possível tentativa de homicídio contra uma mulher. Ao chegar ao local, os militares constataram que a vítima já havia sido socorrida e encaminhada ao Hospital de Emergência do Agreste, em Arapiraca.
No local da ocorrência, o esposo da vítima relatou que retornava com a mulher da cidade de Craíbas para o Sítio Gila em uma carroça, quando foram surpreendidos por um homem conhecido da família, que conduzia um veículo Chevrolet Corsa Classic de cor preta. Segundo o relato, o suspeito passou inicialmente pelo casal e, em seguida, retornou, posicionando o carro à frente da carroça e obrigando a parada.
Ainda conforme o depoimento, o autor desceu do veículo armado com um revólver e efetuou um disparo que atingiu a vítima na região do abdômen, fazendo com que ela caísse ao solo. Mesmo após a queda, o suspeito teria realizado outros dois disparos contra a mulher antes de fugir do local em direção desconhecida.
A guarnição seguiu até a unidade hospitalar, onde manteve contato com um familiar da vítima. Segundo o primo, o crime pode ter sido motivado por desavenças pessoais. Ele relatou que o suspeito não teria aceitado o fim do relacionamento com a irmã da vítima, decisão que teria sido influenciada por conselhos da própria mulher baleada, devido a constantes conflitos entre o casal.
A vítima permaneceu sob cuidados médicos no hospital, e seu estado de saúde não foi divulgado até o momento.
Após colher as informações, os policiais retornaram a Craíbas e realizaram diligências na residência do suspeito, que foi encontrada fechada. Buscas também foram feitas nas imediações, mas o homem não foi localizado.
O caso foi registrado e deve ser investigado pelas autoridades competentes, que seguem em diligência para identificar e prender o autor do crime.



