
Por Anderson Braga
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) intensificou as investigações sobre o ataque a tiros que deixou dois jovens feridos na noite da última quinta-feira (16), na Praça Santa Tereza, localizada no bairro Ponta Grossa, em Maceió. A principal linha de apuração aponta para a possível ligação de uma das vítimas, de 25 anos, com facções criminosas atuantes na região.
De acordo com informações da equipe coordenada pelo delegado Marcelo Rios, o jovem possuía restrições informais de circulação em determinadas áreas da capital, prática comum em locais dominados por grupos criminosos. Esse fator reforça a hipótese de que ele teria sido o alvo direto da ação.
Outro ponto investigado é o possível envolvimento da vítima com o tráfico de drogas. Levantamentos iniciais indicam que o jovem teria contraído uma dívida relacionada a entorpecentes, posteriormente quitada por familiares — circunstância que pode ter motivado o atentado.
O crime ocorreu por volta das 20h30, enquanto as vítimas participavam de uma apresentação de dança em meio a um grupo de pessoas na praça. Testemunhas relataram que suspeitos chegaram em um veículo, descrito de forma divergente como sendo de cor preta ou branca. Um dos ocupantes desceu e efetuou diversos disparos de arma de fogo, provocando correria e pânico entre os presentes.
Após a ação, os suspeitos fugiram e ainda não foram localizados. Apesar de duas pessoas terem sido atingidas, a polícia trabalha com a hipótese de que apenas uma era o alvo principal, enquanto a segunda pode ter sido atingida por bala perdida.
As vítimas foram socorridas por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhadas ao Hospital Geral do Estado (HGE). Até o momento, o estado de saúde não foi oficialmente divulgado.
Equipes da Unidade de Atendimento ao Local de Crime 1 (UALC 1) realizaram os primeiros levantamentos na cena, incluindo registro fotográfico e coleta de depoimentos. A Polícia Civil segue em diligências para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.
Informações que possam contribuir com as investigações podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque Denúncia, pelo número 181.




