
Por Anderson Braga
Uma operação da Polícia Civil de Alagoas resultou na prisão em flagrante de uma mulher trans, de 42 anos, suspeita de armazenar material de abuso sexual infantojuvenil no município de Porto Real do Colégio. A ação foi realizada na quinta-feira (16) e coordenada pela Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol).
De acordo com o delegado Rodrigo Timóteo, responsável pelo caso, a investigação utilizou métodos científicos e ferramentas digitais para identificar a suspeita. “Conseguimos localizar uma pessoa que armazenava vídeos e imagens dessa natureza em dispositivo pessoal”, explicou.
Após a identificação, a equipe policial elaborou relatórios circunstanciados que subsidiaram o pedido de mandado de busca e apreensão. Durante o cumprimento da ordem judicial, os agentes confirmaram a existência do material ilícito nos aparelhos eletrônicos da investigada, o que levou à prisão em flagrante.
Segundo o delegado, o conteúdo apreendido foi encaminhado à Justiça por meio de um relatório preliminar, servindo de base para os procedimentos legais adotados. A suspeita foi autuada pelo crime de armazenamento de material relacionado à exploração sexual de crianças e adolescentes e permanece à disposição do Poder Judiciário.
Além da repressão, a operação também teve caráter educativo. O delegado destacou a importância da vigilância familiar e social diante desse tipo de अपराध. “Esses criminosos atuam tanto no ambiente virtual quanto físico, utilizando redes sociais e outras estratégias para se aproximar de crianças e adolescentes”, alertou.
Ele reforçou ainda que não há um perfil único para autores desse tipo de crime e que a prevenção depende da atenção contínua de pais, responsáveis e da sociedade. “É essencial acompanhar o comportamento das crianças, entender seus ambientes digitais e manter o diálogo aberto para prevenir situações de risco”, concluiu.




