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Policial militar é preso em flagrante com drogas e R$ 7,7 mil durante operação do MP em Maceió

Ação do GAECO investiga desvios de conduta e possível uso indevido da estrutura policial na capital alagoana

Por Anderson Braga

Um policial militar foi preso em flagrante na manhã desta quinta-feira (9), durante uma operação de busca e apreensão realizada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em Maceió. A ação faz parte de uma investigação que apura possíveis desvios de conduta funcional e a prática de crimes por agentes de segurança pública na capital.

A operação foi autorizada pela 17ª Vara Criminal da Capital, especializada no enfrentamento às organizações criminosas, que expediu 12 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e funcionais ligados a investigados, incluindo agentes públicos e particulares.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, na residência de um policial militar, foram apreendidos entorpecentes como maconha, crack, cocaína em pó e pinos de cocaína, além de uma balança de precisão, R$ 7.784 em espécie e uma quantia em moedas. Diante dos indícios, o militar foi preso em flagrante sob suspeita de tráfico de drogas.

Segundo o MPAL, as investigações buscam esclarecer ainda possíveis irregularidades em intervenções policiais recentes, incluindo suspeitas de manipulação de ocorrências e imposição de exigências indevidas durante ações em estabelecimentos comerciais e residências. Tais condutas podem configurar crimes como abuso de autoridade, corrupção e extorsão qualificada.

Todo o material apreendido será submetido à análise técnica, enquanto o Ministério Público dará continuidade à apuração dos fatos para eventual responsabilização penal e administrativa dos envolvidos.

A operação conta com o apoio de órgãos de segurança pública e é acompanhada por promotores do GAECO, com o objetivo de garantir o cumprimento das decisões judiciais e a preservação das provas.

De acordo com o promotor de Justiça Napoleão Amaral, coordenador do grupo, a ação reforça o compromisso institucional com a legalidade. “Este trabalho visa garantir a legalidade da atividade policial, coibir desvios de poder e fortalecer a confiança da sociedade nas instituições, que devem estar estritamente vinculadas aos princípios da legalidade, moralidade e interesse coletivo”, destacou.

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